jeudi, mai 26

Bars Irlandais

Hoje em dia, sair à rua em Paris, Londres, Singapura ou Pequim é exactamente a mesma coisa. OK, talvez existam algumas diferenças. Mas há certas coisas que já fazem parte do mobiliário urbano das grandes cidades. Um Stabucks na esquina; uma GAP logo ao lado; uma carrinha da UPS a passar à frente...

Não, não vou começar a discursar sobre a globalização e o imperialismo cultural (até porque só dei exemplos de americanices, e porque isso dava pano para mangas).

Falo nisto apenas para trazer à baila essa grande instituição que são os Irish Pubs, esses sim, os grandes sinais de desenvolvimento das cidades. Propagaram-se que nem cogumelos chineses e, aliás, quanto mais bares irlandeses uma cidade tem, mais desenvolvida é.

Na verdade, a moderna equação para cálculo do índice de desenvolvimento das cidades é um pouco mais complexa que isso (algo como Desenvolvimento = Irish Pubs + Restaurantes de Sushi + jornais gratuitos no metro - artistas de rua com menos de 3 habilidades ÷ restaurantes chinocas).

Concentremo-nos nos Irish Pubs. Em Paris há aos pontapés, como não podia deixar de ser.

Gosto dos nomes deles (todos relacionados com animais ou com o campo, se possível com um qualquer adjectivo acompanhante), da cerveja deles (dispensava-se os preços proporcionais ao tamanho das canecas, mas esse é um problema generalizado de Paris) e gosto... do facto de transmitirem os jogos de futebol LIVE, com grandes ecrãs a passarem os jogos em canais ingleses (que obviamente têm comentários bem mais interessantes e sincronizados com a imagem).

Foi assim que passei estes meses a acompanhar a Champions no Long Hop. Uma rotina que acabou agora que o Liverpool levou a fruteira, mas que não me desagradou enquanto durou: sair das aulas de francês, meter-me no metro, chegar à justa em cima da hora do apito inicial, acabar por ver o jogo sentado nas escadas ou a segurar a parede, aproveitar o intervalo para ir comprar um Panini Bolognese à lojeca em frente, voltar para ver os bifes a gritarem pelo Mourinho, e acabar a fazer contas à performance dos jogadores da minha Fantasy Team : )

No Long Hop havia sempre a escolha entre 2 jogos do dia, e às terças-feiras, no final dos jogos, Ladies night, com música ao vivo. O que quer dizer que o ambiente se transfigurava ligeiramente...

O que teria sido de mim se não fosse o Long Hop é que ainda estou para saber. Iria apenas saber os resultados no final dos jogos... pela Net? : S

Assim, aqui fica o meu bem haja para os bares irlandeses, que me impediram que eu acabasse a época sem saber quem era o Sinama-Pongole, que o Anderlecht conseguiu marcar 4 golos ao longo da competição, e que é português o novo príncipe de Inglaterra.



O longo salto. (5eme) Metro - Maubert-Mutualité (linha 10)

3 Comments:

At 12:56 AM, Blogger Marco António said...

Amo Paris, a vida em Paris...
Linkei o teu espaço....
Um abraço,

 
At 10:15 AM, Blogger Ana said...

Aqui está mais uma apaixonada por paris... encontrei agora o teu blog, e ja estou fa, vou adicionar um link no meu blog ok? Um abraco....

PS: Imagina tu que os pubs irlandeses nestas bandas é um e,m cada canto... vai-se lá saber porque?

 
At 1:12 AM, Blogger MP said...

: )
Obrigado.
Folgo em ver o consenso que Paris reúne. É de facto uma cidade extraordinária, e agora com o Verão só tem tendência a melhorar...

 

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